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		<title>O poder da internet: força essencialmente coletiva</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 04:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>george</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2011 tivemos uma clara demonstração do poder que o compartilhamento de informações pela internet possui. As revoltas no mundo árabe e seu uso da internet, principalmente das redes sociais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/mundo_arabe_face.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-150" title="mundo_arabe_face" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/mundo_arabe_face.jpg" alt="" width="239" height="179" /></a>Em 2011 tivemos uma clara demonstração do poder que o compartilhamento de informações pela internet possui. As revoltas no mundo árabe e seu uso da internet, principalmente das redes sociais, possibilitaram um redimensionamento da questão do poder das mídias. Quando assistimos a primeira guerra do Iraque pela televisão, em que o controle da informação estava inteiramente nas mãos das principais agências de notícias, ainda não tínhamos ideia de como seria possível, não somente informar, mas também usar o veículo de mídia como estratégia de combate. Em 2012 já iniciamos o ano com algumas demonstrações do que é possível fazer se utilizando destas forças coletivas apoiadas na internet.</p>
<p align="JUSTIFY">Uma delas vem do Ceará, estado que passou alguns dias sobre uma tensão provocada pela greve dos políciais militares. Mesmo que não se possa dar veradicidade a alguns fatos, a rede social Facebook foi o principal canal de atualização de informações sobre o que estava acontecendo na cidade, que não poderia ficar esperando os poucos e pontuais discursos jornalísticos, principalmente das mídias impressa e televisionada. As pessoas precisavam saber o que estava acontecendo em tempo real e em todas os locais, e utilizaram o Facebook e o Youtube para compartilhar suas informações. Além do sentido informativo, a própria ironização do fato, seu lado humorístico e as reações políticas ocorriam num curtíssimo intervalo de tempo, não sobrando nem piadas, nem discussões para se expressar em charges, artigos e programas de outras mídias. Se a televisão, o rádio e os jornais impressos tradicionais ainda respondem pela credibilidade, já perdem largamente em diversidade e volume de informação e entretenimento.</p>
<p align="JUSTIFY">Um outro caso interessante para ser analisado, agora do Rio Grande do Norte, apesar de não ser o único, nem tampouco o maior, foi o da garota “Luíza do Canadá” que atraiu a atenção de muitos olhares, inclusive o da imprensa tradicional. Para além da questão que diversos analistas fazem sobre a significância da informação, o que se observa é o poder de direcionamento dos assuntos que as redes sociais possuem. Quem imaginava, há algum tempo, que mesmo os jornais televisivos mais tradicionais fossem dar destaque, seja ele em qual tom fosse, a fatos tão pouco expressivos ou que não fossem gerados a partir de sua própria programação. Há uma séria provocação por trás disso: a internet, mais do que fornecer, passa a gerar informação para a mídia tradicional, que se vê obrigada a incluir em sua pauta e em seus editoriais, um conteúdo que possui um dinamismo muito mais intenso do que ela já foi capaz de experimentar.</p>
<blockquote><p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/Carlos-Nascimento_ACRIMA20120121_0025_15.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-135" title="Carlos-Nascimento_ACRIMA20120121_0025_15" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/Carlos-Nascimento_ACRIMA20120121_0025_15.jpg" alt="" width="186" height="142" /></a></h2>
<h2>&#8220;Os brasileiros se tornaram perfeitos idiotas”, diz Carlos Nascimento sobre &#8220;BBB&#8221; e Luíza</h2>
<p>“Ou todos os problemas do Brasil foram resolvidos ou nos tornamos perfeitos idiotas. Como pode dois assuntos tão fúteis terem tanta importância?” Essa foi a frase dita ao vivo por Carlos Nascimento na abertura do jornal do “Jornal do SBT”, na última quinta-feira (19).</p>
<p>O jornalista se referiu ao suposto caso de estupro do “<a href="http://acritica.uol.com.br/buzz/Manaus-Amazonas-Amazonia-Daniel-eliminado-BBB_0_628737477.html" target="_blank"><strong>Big Brother Brasil 12</strong></a>″ discutido na mídia na última semana, e também a célebre frase: “M<a href="http://acritica.uol.com.br/buzz/Veja-video-Luiza-Canada-Propaganda-Humor-Redes-Ganhou-Menos-Luiza-Hilario-Canada_3_629967017.html" target="_blank"><strong>enos Luíza, que está no Canadá</strong></a>”, estopim da Internet.</p>
<p>Na última semana, Neide Medeiros, âncora do jornal “SBT Brasília”, também manifestou sua opinião no ar depois de uma declaração dada pelo Secretário de Obras de Luiziânia, que criticou a imprensa.</p>
<p align="JUSTIFY">Fonte: <a href="http://acritica.uol.com.br/buzz/Manaus-Amazonas-Amazonia-brasileiros-Carlos-Nascimento-BBB-Luiza_0_631736860.html" target="_blank">A Crítica</a></p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/stop-sopa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-139" title="stop-sopa" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2012/01/stop-sopa.jpg" alt="" width="130" height="130" /></a>A mais importante demonstração deste poder, no entanto, deve vir a se concretizar na luta contra o projeto de lei norte-americano denominado SOPA, de grande impacto na liberdade de uso da internet. A censura da internet, materializada neste projeto, apresenta certo recuo depois que uma grande mobilização mundial foi feita para barrá-lo. Entraram em cena pessoas mais e menos populares, organizações grandes e pequenas posicionando-se contra a censura da internet. Para isso foi necessário até tirar do ar temporariamente seus sites, blogs, redes sociais, para que se desse destaque ao fato que a maioria das pessoas não conhece e ainda não entende. O movimento ocorre na mesma semana em que o mais conhecido site de hospedagem anônima de arquivos foi tirado do ar pelas autoridades norte-americanas. Em resposta a esta ação os integrantes do grupo Anonymous atacaram diversos sites, principalmente ligados à Universal Music.</p>
<blockquote><p>&nbsp;</p>
<h1>Megaupload: hackers atacam site de Paula Fernandes em protesto</h1>
<p>&#8220;(&#8230;)</p>
<p>Em resposta ao fechamento do Megaupload, o grupo de hackers Anonymous bloqueou temporariamente o site do Departamento de Justiça e o da produtora Universal Music, entre outros na noite de 19 de janeiro. De acordo com os hackers, foi o maior ataque já promovido pelo grupo, com mais de 5 mil pessoas ajudando.</p>
<p>O anúncio do fechamento do Megaupload ocorreu em meio a uma polêmica nos Estados Unidos sobre uma proposta de lei antipirataria, o Sopa, que corre na Câmara dos Representante, e o Pipa, que é debatido no Senado, contra as quais se manifestou, entre muitos outros, o site Wikipédia, interrompendo seu acesso no dia 18 de janeiro e o Google mascarando seu logo. O protesto foi chamado de apagão ou blecaute pelos manifestantes.&#8221;</p>
<p align="JUSTIFY">Fonte: <a href="http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5569721-EI12884,00-Megaupload+hackers+atacam+site+de+Paula+Fernandes+em+protesto.html">Portal Terra</a></p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p align="JUSTIFY">Ficará mais evidente daqui há alguns anos, o quanto estas demonstrações de poder são importantes para consolidar o uso de novas mídias, e o quanto nossa sociedade precisará qualificar esta utilização a fim de realizar um equilíbrio de forças entre as mídias digitais e as tradicionais. Se já fizemos isso no passado, com mídias alternativas como faixas, folhetos, fanzines e muros, precisamos dominar como fazer nas postagens eletrônicas de sites, blogs, fóruns e redes sociais.</p>
<div style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://professorvirtual.org/blog/blog/2012/01/22/poder-na-internet-uma-demonstracao-de-forca-coletiva/&via=george_gomes&text=O poder da internet: força essencialmente coletiva&related=George Gomes:&lang=en&count=horizontal" class="twitter-share-button">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></div><div style="display:none;"><a href="http://government-politics.forum1000.com">government,politics</a>&nbsp;<a href="http://news365live.com">news,politics</a>&nbsp;<a href="http://worldnews365online.com">news,politics</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Espaço insuficiente em disco</title>
		<link>http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/11/30/espaco-insuficiente-em-disco/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 15:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>george</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensando Bits]]></category>

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		<description><![CDATA[Embriagados de tecnologia por todos os lados somos tomados por novas expressões que passam a se incorporar definitivamente em nosso dia-a-dia. Tenho até certeza de que você já se deparou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><strong><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/Espaco_Insuficiente.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-116" title="Espaco_Insuficiente" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/Espaco_Insuficiente.jpg" alt="" width="587" height="205" /></a></strong></p>
<p align="JUSTIFY">Embriagados de tecnologia por todos os lados somos tomados por novas expressões que passam a se incorporar definitivamente em nosso dia-a-dia. Tenho até certeza de que você já se deparou com a frase “espaço insuficiente em disco” ou com uma de suas muitas variações. Esta é uma das situações mais inconvenientes pelas quais podemos passar no trato com a informática, mas é símbolo de uma frustração inevitável de nossa sociedade: a falta de espaço. Em casa falta espaço, na cidade falta espaço e, claro, até no meu cérebro também parece faltar espaço. Mas afinal, nesta era digital, o que significa faltar espaço? Trataremos a seguir desta e de algumas outras questões que envolvem os novos mitos desta era tecnológica.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Mas que espaço é esse?</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Para medir o espaço físico sempre usamos os corpos como referência. Tanto aqueles que o limitam como aqueles que o preenchem. Na medição de uma sala, por exemplo, devemos estar preocupados com as paredes e com aquilo que vamos colocar entre elas. De que adianta saber a distância entre as paredes se não sabemos ainda o que vai ser colocado na sala. Dependendo do tamanho dos corpos que o ocupam, pode faltar ou sobrar espaço, pois o espaço é como um recipiente.</p>
<p align="JUSTIFY">No mundo das tecnologias digitais não podemos falar de corpos da mesma maneira que falamos de um sofá, pois sua matéria-prima é a informação. Para medir nossa capacidade de guardar informações utilizamos os bits que, na informática, são as unidades mais básicas de medida. Nos bits armazenamos informações bem simples, eles são preenchidos apenas de duas formas: ou com 0 ou com 1; ligado ou desligado; aceso ou apagado; sim ou não; cheio ou vazio. Não importa como chamamos, espaço, nesse sentido, é a nossa capacidade de armazenar duas possibilidades. Agrupando os bits de 8 em 8 temos os chamados bytes, que já nos permitem armazenar um conjunto maior de possibilidades. Quanto mais combinações pudermos fazer, no mundo da informática, mais informações poderemos registrar, portanto mais espaço teremos.</p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/binario.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-117" title="binario" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/binario.jpg" alt="" width="394" height="27" /></a></p>
<p align="JUSTIFY">No entanto, essa concepção formal de espaço na informática ainda possui o mesmo princípio observado em sua concepção geral: espaço faltando ou sobrando, depende do que nós queremos colocar nele.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Dando forma ao espaço</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Se pensarmos bem, toda sala vazia está cheia de ar. O espaço surge a partir da constatação de seu tipo de conteúdo, do modo como o utilizamos. Da mesma forma que podemos tirar o ar e colocar o sofá na sala, podemos tirar o 0 e colocar o 1 no disco rígido, trocando uma informação por outra. O espaço, neste sentido, pode ser definido pela utilização que fazemos dele. Por isso é tão importante organizar o espaço, de forma que possamos encontrar os lugares em que se pode colocar mais coisas. Em informática, a primeira utilização do espaço é aquela que o deixa perfeito para receber nossas informações. Chamamos este processo de formatação.</p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/disco-rigido.jpg"><img class="size-full wp-image-119 alignleft" title="disco-rigido" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/disco-rigido.jpg" alt="" width="185" height="185" /></a>A formatação é a maneira pela qual organizamos o espaço, ou seja, damos forma a ele. É como se tivéssemos que garantir o controle sobre a sala, dominá-la, saber onde cada coisa vai ficar e estabelecer um padrão. A formatação prepara as trocas. “Nada se cria, tudo se transforma” já nos dizia Lavoisier, mas é preciso estabelecer como estas trocas vão ocorrer. Na medida em que vamos fazendo substituições de informação inúteis por úteis, preenchemos nossos dispositivos com a aquilo que queremos guardar, ou seja, registramos o que para nós é importante. No entanto, devido ao volume de informações que são armazenadas, por exemplo, em um simples pendrive as informações sobre o preenchimento de cada setor do dispositivo vão sendo armazenadas. Quando precisamos apagar arquivos, e mesmo formatar o disco, apenas marcamos nesta tabela de registros quais setores do disco estão disponíveis para terem suas informações substituídas. Por essa razão é possível recuperar arquivos apagados, mesmo em discos formatados. Também é por conta disso que apagar dados sempre é infinitamente mais rápido do que gravá-los. Caso quisermos verdadeiramente formatar nosso disco no zero precisaremos de muito tempo para transformar cada bit de 1 para 0. Assim, os dados só são “apagados” definitivamente quando outros dados tomam o seu lugar. Ocorre mais ou menos como em casa, onde primeiro anunciamos: “precisamos tirar isso do quarto”; e somente quando compramos um novo objeto é realmente jogamos fora aquilo de que não precisávamos mais.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Espaço das ilusões</strong></p>
<p align="JUSTIFY"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/zip.jpg"><img class="size-full wp-image-123 alignright" title="zip" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/zip.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>É comum utilizarmos espelhos para deixar “mais espaçosos” os ambientes. Isso só é possível por que a visão é uma das formas de se perceber o espaço. Iludindo a visão ampliamos o espaço, de modo que seus limites são ignorados por quem vê. Mas como ignorar os limites de um disco rígido? Esta noção de espaço está associada a um fenômeno muito interessante dos últimos anos na área de informática: a compactação de arquivos. Ora, quem nunca presenciou o milagre proporcionado pela compactação de um arquivo para o formato ZIP ou RAR?</p>
<p align="JUSTIFY"> Os conteúdos armazenados possuem formas específicas de serem utilizados. O arquivo ODT, um formato de documento de texto, foi criado para que pudéssemos armazenar, transportar, ver e editar seu conteúdo em um editor de textos compatível, como o LibreOffice (BrOffice). Os dados nele, no entanto, podem ser reorganizados em outro formato de modo comprimido, para que permita apenas o armazenamento e transporte, mas conservando todas as informações necessárias para a reversão do processo. Fazemos isso pela mesma razão que dobramos a roupa para guardá-la em uma gaveta. Quando precisamos, é só desdobrar e vestir.</p>
<p align="JUSTIFY">No entanto, esta não é a única forma de iludir os limites do disco rígido. Outra forma é comprimir o arquivo e liberar o que nele não interessa. Como no mundo visual, espaço também pode ser apenas a percepção que temos dele. Sabe aquela listra preta que tem entre uma cena e outra de um rolo de filme? Ninguém vê, mas ela está lá. Ora, não temos a capacidade de ver tudo e de ouvir tudo. Por isso filmes, fotos e vídeos são convertidos para formatos com menor número de dados, mas que mantém a melhor qualidade perceptível. Essa simplificação foi extremamente necessária para o avanço da internet. O MP3 revolucionou a nossa forma de consumo de produções musicais, pois retirou o que não interessava dos formatos de áudio mais puros e pesados, deixando apenas aquilo que o ouvido humano é capaz de escutar com qualidade. Ao mesmo tempo que se descobre novas formas de gerar mais espaço, por outro lado, a tecnologia também nos faz usar menos espaço com aquilo que já possuíamos. Esse pode ser até um bom exemplo de sustentabilidade: consumir menos espaço da natureza racionalizando o uso dos espaços que já possuímos.</p>
<p><strong>Velocidade = Espaço / Tempo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Associar o espaço ao tempo é inevitável, mesmo em situações cotidianas como colocar a culpa na falta de espaço para a lentidão do computador. Sabemos que a velocidade é dada a partir da divisão do espaço pelo tempo, ou seja, a quantidade de tempo gasto para percorrer uma determinada distância. No entanto, se o espaço nos aparece por via de seu conteúdo, ou seja, das coisas que estão nele, e o que está nele são conjuntos de dados, para determinar a velocidade de uma ação de computador, precisamos descobrir quando tempo ele leva para acessá-los. Como numa estrada esburacada ou num caminho com muitas curvas e sinais, diversos fatores podem influenciar na velocidade de acesso aos dados. Mas uma coisa é certa, quanto mais informações mais consumo de tempo para encontrar aquilo que se procura.</p>
<p><strong>Memória: espaço de troca</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/memoria.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-125" title="A memory chip on white background. Studio shot." src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/memoria.jpg" alt="" width="264" height="204" /></a>Um dos termos exaustivamente usados nesta era digital é o de memória. Pensa-se em memória, na maioria das vezes, como um baú que guarda informações. Por esta perspectiva, memória de computador é quase sempre entendida como o disco rígido, que armazena e disponibiliza todos os dados do usuário. No entanto, uma associação muito clara que se faz também hoje em dia é entre memória e velocidade. Isso vem do fato de que para o computador, não é só importante a capacidade de reter informações, mas também o tempo que ele leva para acessá-las. Uma das peças, conhecida como “memória RAM”, auxilia nesta função da seguinte forma: para utilizar as informações do disco rígido (memória permanente), os programas enviam as informações para a RAM (memória temporária), que mantém as informações disponíveis para os programas enquanto eles as utilizam. Assim que o programa é fechado e as informações salvas no disco, o pente as libera, recebendo outras em seu lugar. Algo parecido funciona conosco, temos os nomes de todas as pessoas guardados em nossa mente, porém, só buscamos estas informações, quase sempre, quando as vemos ou precisamos chamá-las.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Internet: espaço indefinido</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De todos as noções de espaço tratadas aqui a mais intrigante é realmente a que se relaciona à internet. Além de total indefinição quanto às dimensões, este tipo de espaço também não revela nada sobre seu lugar. O desconhecimento nesta área também gera dúvidas e confusões nos usuários, que podem não entender como funciona o acesso dos dados na rede, a diferença entre o aqui e o lá, em casa e no mundo. Por um lado, a internet parece não ter espaço e nem lugar, mas em quase todos os cantos do mundo ela está. A internet é uma grande via por onde se encontram as pessoas e onde são lançados seus conteúdos informativos e interativos. Por esse prisma, a internet não é, ela acontece no momento em que uma informação é solicitada pelo usuário. Por outro lado existem gigantescas estruturas voltadas exclusivamente para o armazenamento de informações chamadas &#8220;datacenters&#8221;, onde empresas do mundo inteiro alugam o espaço para revender entre as outras. São imensos galpões climatizados e espalhados pelo mundo que mantém uma comunicação direta entre si através de uma quantidade inacabável de computadores. A internet alimenta um comércio de espaço infinito através deles.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/internet.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-126" title="internet" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/11/internet.jpg" alt="" width="581" height="374" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto o grande dilema da internet sempre foi sua capacidade de transferir a quantidade de dados que as pessoas e organizações possuem nesses computadores. Não adianta ter fotos, músicas e filmes, é necessário ter tudo isso de forma rápida e fácil. Por isso investe-se pesado nas tecnologias de cabeamento e transmissão da informação por todos os meios, inclusive pela rede elétrica. Outro problema é ter tantas coisas e as pessoas não conseguirem encontrar nada. Sites de busca, blogs, fóruns, redes sociais hoje democratizam o acesso à informação produzindo e relacionando informações que estão soltas na rede. Atualmente ela vem sendo a principal forma de nos libertarmos, inclusive, do espaço de nossos discos e pendrives, na medida em que podemos guardar qualquer tipo de conteúdo na internet, pela chamada computação em nuvem. As fronteiras do espaço estão sendo definitivamente rompidas e a internet tem papel fundamental nisso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Espaço de escolhas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espaço está sendo reinventado por esta nova era digital. Ele simboliza um grande desafio no avanços tecnológicos modernos. Terabytes já estão disponíveis em discos rígidos portáteis e muito mais vem por aí. Este disco parece que nunca vai ficar cheio, apesar de precisarmos defender o modo como temos acesso a ele, pois tudo sobre nós está nele até o dia em que nossa existência for apagada definitivamente.</p>
<div style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/11/30/espaco-insuficiente-em-disco/&via=george_gomes&text=Espaço insuficiente em disco&related=George Gomes:&lang=en&count=horizontal" class="twitter-share-button">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></div><div style="display:none;"><a href="http://government-politics.forum1000.com">government,politics</a>&nbsp;<a href="http://news365live.com">news,politics</a>&nbsp;<a href="http://worldnews365online.com">news,politics</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Contrato de Licença de Usuário final</title>
		<link>http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/09/10/contrato-de-licenca-de-usuario-final-ou-end-user-license-agreement/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 08:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>george</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Aberto]]></category>
		<category><![CDATA[licenças]]></category>
		<category><![CDATA[microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[usuário final]]></category>

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		<description><![CDATA[O termo “usuário final” é usado no consumo de produtos e serviços para identificar quem realmente vai se beneficiar da principal característica do produto em questão. Por exemplo, ao comprar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="internal-source-marker_0.2171819040329025" style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/09/microsoft-end-user-license-agreement.jpg"><img class="size-full wp-image-89 alignright" title="microsoft-end-user-license-agreement" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/09/microsoft-end-user-license-agreement.jpg" alt="" width="240" height="181" /></a>O termo “usuário final” é usado no consumo de produtos e serviços para identificar quem realmente vai se beneficiar da principal característica do produto em questão. Por exemplo, ao comprar um perfume europeu o lojista pode ser considerado usuário inicial e a moça que se lambusa da fragrância seria o usuário final. Na indústria do software, o produto nunca é adquirido, mas apenas o seu uso é concedido. Em outras palavras, o usuário compra uma licença de uso, mas em momento algum é dono do que adquiriu, pois a licença pode ser revogada caso a empresa considere que ocorreu algum uso indevido.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Existem várias armadilhas envolvendo estes tipos de contrato, mas normalmente as pessoas não se preocupam com isso. Vou relatar aqui apenas as partes que considero mais absurdas do contrato utilizado pela Microsoft na venda de licenças do Windows XP, como por exemplo a primeira delas:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“AO INSTALAR, COPIAR OU DE OUTRO MODO USAR O SOFTWARE VOCÊ ESTARÁ CONCORDANDO EM VINCULAR-SE AOS TERMOS DESTE EULA. CASO VOCÊ NÃO ESTEJA DE ACORDO, NÃO INSTALE, COPIE OU UTILIZE O SOFTWARE; VOCÊ PODERÁ DEVOLVÊ-LO AO ESTABELECIMENTO EM QUE O ADQUIRIU PARA OBTER O REEMBOLSO TOTAL, SE APLICÁVEL EM SUA JURISDIÇÃO.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Aparece realmente em letras caixa alta e simplesmente quer dizer: não concorda, devolva! Pera aí! Quem vai ler uma licença destas antes de comprar o computador? E depois de comprar, caso não concorde, será preciso devolver todo o computador ou apenas o software que vem dentro dele? Isso é muito importante pois ninguém deve se sentir obrigado a ficar com o software que veio de fábrica, e que, na maioria das vezes, é a pior versão. Foi pensando nisso que <a href="http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/ele-rejeitou-o-windows-e-foi-reembolsado-24032010-34.shl" target="_blank">Otto Teixeira resolveu devolver seu windows</a> e assim o fez.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Caso realmente deseje ficar com o software ainda não estará livre de alguns problemas como o citado a seguir:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“Você poderá instalar, usar, acessar, exibir e executar uma cópia do Software em um único computador, como uma estação de trabalho, um terminal ou outro dispositivo (“Estação de Trabalho”). O Software não poderá ser usado por mais do que um processador ao mesmo tempo em uma única Estação de Trabalho”</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Em outras palavras: instale apenas no seu computador! Mas e se for feita uma cópia? Mesmo cópia, quando o software for ser instalado ele vai precisar que o usuário aceite os termos contidos na licença, que é única. Existe até uma determinação dizendo que a loja revendedora (usuário inicial) não pode ficar com uma cópia para si mesma:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“O usuário inicial do Software pode fazer uma transferência única e permanente deste EULA e Software para outro usuário final, desde que o usuário inicial não retenha nenhuma cópia do Software.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Mas calma! Ainda é possível comprar um computador novo e transferir o “uso” do software para ele. No entanto, a licença diz o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“Você poderá mover o Software para uma Estação de Trabalho diferente. Após a transferência, você deve remover completamente o Software da Estação de Trabalho anterior.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Ou seja, comprar um computador novo significa ter que adquirir uma licença nova, sob pena de o computador antigo ter que ficar encostado. Mas nada se compara a rescisão de contrato:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“Sem prejuízo de quaisquer outros direitos, a Microsoft poderá rescindir este EULA se você não acatar todos os seus termos e condições. Nesse caso, você deverá destruir todas as cópias do Software e todos os seus componentes.”</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Queime tudo! Não deixe nenhum rastro de que você utilizou este software (eu fiz isso). Não importa se você vai perder tudo, a ordem é desinstalar, pois lembre-se, você comprou uma licença, não foi um software!</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">São por essas e muitas outras que recomendo a utilização de software livre.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Lei também:</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Ele rejeitou o Windows e foi reembolsado<br />
<a href="http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/ele-rejeitou-o-windows-e-foi-reembolsado-24032010-34.shl" target="_blank">http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/ele-rejeitou-o-windows-e-foi-reembolsado-24032010-34.shl</a></p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Contrato de Licença de Usuário Final para o Software Microsoft Windows XP Home Edition (Varejo)<br />
<a href="http://www.microsoft.com/brasil/windowsxp/home/eula.mspx" target="_blank">http://www.microsoft.com/brasil/windowsxp/home/eula.mspx</a></p>
<div style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/09/10/contrato-de-licenca-de-usuario-final-ou-end-user-license-agreement/&via=george_gomes&text=Contrato de Licença de Usuário final&related=George Gomes:&lang=en&count=horizontal" class="twitter-share-button">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></div><div style="display:none;"><a href="http://government-politics.forum1000.com">government,politics</a>&nbsp;<a href="http://news365live.com">news,politics</a>&nbsp;<a href="http://worldnews365online.com">news,politics</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Educação em Tabletes</title>
		<link>http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/08/20/educacao-em-tabletes/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 15:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>george</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[tablet]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia educacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma escola de Fortaleza exibiu esta semana um anúncio publicitário que dizia “Tablet substitui livros!”, e criou uma polêmica que se distribuiu entre as redes sociais e até os meios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Uma escola de Fortaleza exibiu esta semana um anúncio publicitário que dizia “Tablet substitui livros!”, e criou uma polêmica que se distribuiu entre as redes sociais e até os meios de comunicação tidos como oficiais<strong></strong>. Espalhado por toda a cidade o outdoor, reproduzido abaixo, sinaliza mais uma das faces da relação entre educação e tecnologia. Mas ele vai além, levanta uma dúvida sobre uma das mais fortes representações culturais de nossa civilização: o livro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/08/maldito-outdoor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-72" title="maldito-outdoor" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/08/maldito-outdoor.jpg" alt="" width="541" height="218" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Claramente em resposta a uma outra instituição de ensino cearense, que lançou uma peça publicitária simplesmente para dizer que estava adquirindo seus tablets, a empresa de comunicação que nos deixou subentender o fim da utilização dos livros tentou se explicar dizendo a um <a href="http://blogs.diariodonordeste.com.br/target/tag/tablet/" target="_blank">jornal local</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“O outdoor é uma mídia complementar da campanha. Lá, temos uma limitação de palavras, pois alguns publicitários colocam que um outdoor deve ter no máximo oito palavras. Isso torna difícil uma comunicação clara”.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Parece-me ridícula esta situação: um publicitário sacrificar o entendimento de sua ideia afim de cumprir uma regra feita por“alguns publicitários”. Segue ele dizendo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“o livro didático será o mesmo, mas o aluno fará sua leitura no tablet. Livros nunca serão substituídos; poderemos ter alterações na forma de apresentar o seu conteúdo”.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como assim o &#8220;mesmo&#8221;? Se estivéssemos falando de livros do filósofo grego Platão, onde o seu texto independe do suporte, eu diria: é o mesmo pois fala a mesma coisa. Não estou com o pessoal das traças que adoram papel, e nem com o grupo que adora passar o dedo na tela. No entanto o que está em pauta são os livros nomeadamente “didáticos” cuja organização do conteúdo textual e gráfico é bem limitada pela natureza própria do livro, sem contar o tamanho e peso de alguns livros (como os de Biologia) que chegam a ter 600 páginas. Chame-os de qualquer coisa, mas este tipo de livro transportado para o meio digital ganha outro sentido e já poderia ser chamado de &#8220;software&#8221; e seus recursos estarem integrados à Web. E por isso mesmo pode se dizer que o livro didático será sim substituído plenamente por recursos como os tablets. Porém, aos autores desta campanha é preciso mais sinceridade pelo menos, afirmando por exemplo: &#8220;sim, esta escola irá substituir seus livros “didáticos” por tablets, como está escrito bem claro no outdoor. Vocês não aprenderam a ler não?&#8221; Poderiam fazer isso ao invés de ficar arrumando desculpas para sair moralmente bem na polêmica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A contracapa de um tablet na escola</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As escolas estão adquirindo e usando tablets como se fossem grandes avanços na área da tecnologia educação. Esses recursos, no entanto, ainda não provocam qualquer modificação nas velhas estruturas metodológias, e refletem muito mais uma falta de inspiração destas instituições ao criar o marketing de seus serviços educacionais. Elas tentam pegar carona no “market share” de grandes empresas da área de informática e esquecem que ampliar a experiência informatizada na educação tem consequências que devem ser muito bem analisadas. Isso implica renovar a discussão sobre o papel dos recursos digitais na escola, mesmo que apenas se assemelhe apenas a uma mudança de suporte. Tablets podem representar uma coisa para o mercado de informática e algo bem diferente para a educação. Incorporá-lo como uma nova ferramenta, aliada da educação como o computador, o televisor ou projetor é muito importante. Mas isso é bem diferente de estampá-lo em campanhas publicitárias como um objeto de consumo adquirido recentemente por uma empresa. Soa até infantil. Estas instituições esquecem que seus discursos e comportamentos são uma referência não só para seus alunos, mas para toda uma sociedade.</p>
<div style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/08/20/educacao-em-tabletes/&via=george_gomes&text=Educação em Tabletes&related=George Gomes:&lang=en&count=horizontal" class="twitter-share-button">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></div><div style="display:none;"><a href="http://government-politics.forum1000.com">government,politics</a>&nbsp;<a href="http://news365live.com">news,politics</a>&nbsp;<a href="http://worldnews365online.com">news,politics</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Letra cursiva e os rumos da escrita</title>
		<link>http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/08/13/os-tracos-da-letra-cursiva/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 08:04:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>george</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação e Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[letra cursiva]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia educacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A tecnologia se faz presente nas escolas de muitas formas, desde as mais tradicionais às mais “modernas”. Também cumpre papel distinto em cada uma das etapas de aprendizagem. No entanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">A tecnologia se faz presente nas escolas de muitas formas, desde as mais tradicionais às mais “modernas”. Também cumpre papel distinto em cada uma das etapas de aprendizagem. No entanto, algumas linhas de pensamento sobre isso seguem muito bem definidas, estabelecidas pelos agentes educacionais ou pelos próprios dirigentes da educação. Uma delas entende que a tecnologia é necessária, e isso parece ser um consenso entre todas as instituições. Mas não é fácil medir ou desenhar esta relação sem correr alguns riscos. Desbravaremos estas linhas e as questões que as envolvem em uma série de diálogos que buscam responder a seguinte indagação: “Educação e tecnologia, que relação é essa?”</p>
<p align="JUSTIFY">Pa<a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/08/lista_de_matematicos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-39" title="lista_de_matematicos" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/08/lista_de_matematicos-279x300.jpg" alt="" width="279" height="300" /></a>ra começar, podemos citar o exemplo de alguns estados norte-americanos que passaram a desobrigar em suas instituições o ensino da letra cursiva, e colocam como obrigatório o ensino da digitação. Muitos educadores até pareceram surpresos diante de tal decisão, o que não é o meu caso, mas vejo ser necessário discutir na direção dos impactos e dos rumos que a educação pode seguir.</p>
<p align="JUSTIFY">Estamos diante de um processo claro de decisões que devem ser tomadas e que poucos tem a coragem de questionar no momento correto. Certa vez alguém deve ter dito: “é um absurdo deixar de ensinar latim nas escolas!”; e penso eu que ao se tratar da relação entre educação e tecnologia tal analogia é bastante pertinente. Parto de uma ideia muito simples, a saber, a de que existe apenas duas categorias de coisas a serem consideradas no avanço tecnológico: o que é usado e o que não é; o que ainda serve e o que não serve mais. E “servir” aqui não é o mesmo que “funcionar”. Máquinas de escrever ainda funcionam, mas não servem para escrever textos que atendam a dinâmica do mundo em que vivemos. Sem correção automática ou a possibilidade de compartilhá-lo imediatamente à sua conclusão não há sentido em escrever com a ajuda delas. O aprendizado daquilo que é não é usado, aos poucos vai entrando para a galeria de estudos especializados. Para o que é escrito hoje em letra cursiva teremos o grande desafio de formar excelentes tradutores pós-graduados na arte de decifrar tais documentos como cartas, bilhetes, com aquelas de Pero Vaz de Caminha.</p>
<p align="JUSTIFY">Boa parte do alvoroço quanto a decisão tomada por alguns estados norte-americanos não se concentrou apenas na letra cursiva, mas no que ela representa para um outro passo muito mais sério e drástico, que é o de toda a escrita à lápis e papel. Muito rapidamente escrever usando caneta ou lápis em papel ou material similar será entendiante e não representará personalidade nenhuma, o que facilitará a conversão de toda escrita para os meios informatizados. O que nos faz pensar ser a desobrigação do ensino da letra cursiva um passo estratégico para abolir a caligrafia em meios físicos. Quanto às justificativas para abandoná-la pode ir desde à preocupação com o planeta até grandes teorias da conspiração, principalmente em se tratando dos norte-americanos, mas estas são outras questões.</p>
<p align="JUSTIFY">O fato é que há muito pouca seriedade na discussão da relação entre educação e tecnologia. Nossa educação, neste sentido, é muito claramente positivista, e não me surpreende a supressão de competências que não servem ao &#8220;progresso&#8221;. Remédio para isso? Educação propositiva e transformadora e, claro, sem conservadorismo, devem contribuir bastante. Técnica e cidadania devem andar juntas, mas para isso acontecer é necessário que a letra seja minha e pública, servir aos meus interesses e aos interesses coletivos. E aqui não falo exclusivamente da letra cursiva, mas da educação que ajuda na expressão da personalidade de cada ser humano, construída sobre o traço de sua própria escrita. Fiz de uma &#8220;letra de forma&#8221; a minha letra, desajeitada, sem rumo, e é dessa forma que se orienta a minha relação com todas as tecnologias envolvidas em minha aprendizagem. Pautada na recriação ou reconstrução, a relação entre tecnologia e educação, penso eu, entrevê caminhos melhores.</p>
<p align="JUSTIFY">O ensino da letra cursiva não será a última prática pedagógica questionada pelos ditames de nossa relação com a tecnologia. Toda educação prática, física, corporal, que não assume a lógica da velocidade, dinamicidade e praticidade, parece carecer de justificativa no mundo contemporâneo. Muitas escolhas ainda serão feitas e boa parte delas nãos serão assumidas como corretas, mas mesmo assim, não será simples contradizer a necessidade de tê-las feito.</p>
<div style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://twitter.com/share?url=http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/08/13/os-tracos-da-letra-cursiva/&via=george_gomes&text=Letra cursiva e os rumos da escrita&related=George Gomes:&lang=en&count=horizontal" class="twitter-share-button">Tweet</a><script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script></div><div style="display:none;"><a href="http://government-politics.forum1000.com">government,politics</a>&nbsp;<a href="http://news365live.com">news,politics</a>&nbsp;<a href="http://worldnews365online.com">news,politics</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>De rede em rede</title>
		<link>http://professorvirtual.org/blog/blog/2011/07/16/caiu-na-rede-e-peixe/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2011 15:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>george</dc:creator>
				<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[google+]]></category>
		<category><![CDATA[orkut]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca o lançamento de uma rede social foi tão comentado. Isso por que normalmente elas surgem silenciosamente e também por que é a primeira criada realmente pela gigante Google (lembre-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><a href="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/07/cores1.jpg"><img class="size-full wp-image-17 alignright" style="padding-left: 10px; padding-bottom: 10px;" title="cores1" src="http://professorvirtual.org/blog/wp-content/uploads/2011/07/cores1.jpg" alt="" width="160" height="100" /></a>Nunca o lançamento de uma rede social foi tão comentado. Isso por que normalmente elas surgem silenciosamente e também por que é a primeira criada realmente pela gigante Google (lembre-se que o Orkut foi comprado quando começou a fazer sucesso). É claro que estou falando do Google+ que está começando a se popularizar através de convites privados. No entanto, não vim aqui falar especificamente dele (até por que já falei um pouco em <a href="../../index.php/noticias/429-1-para-o-google-plus">+1 para o Google Plus</a>). Gostaria de falar um pouco sobre algumas características percebidas por mim em algumas delas e especialmente a que fez mais sucesso no Brasil.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Sobre o que estamos falando mesmo?</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Rede social é um organismo de pessoas movidas por interesses minimamente comuns. O termo rede social é um conceito sociológico mas não vou me aprofundar nele, mas vos recomendo este agradável estudo. Falo especificamente da apropriação da ideia feita pelos recursos digitais modernos, marcadamente aqueles usados na internet, que permitiram a construção de infinitas formas de estruturar o relacionamento entre as pessoas, ora apenas potencializando ligações reais, ora criando novas formas e orientações para o vínculo social. Um outro termo foi usado no Brasil há alguns anos quando se queria omitir o nome Orkut, a rede mais famosa no Brasil. Ouvi muito a Rede Globo relatar invasões de privacidade, crimes e outros delitos (por que era só isso que chamava a atenção da mídia convencional) usando o termo &#8220;rede de relacionamento na internet&#8221;, que significa algo parecido mas não term a simplicidade, o poder e a universalidade de &#8220;rede social&#8221;.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>O Orkut é nosso!</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Apesar de a internet já possuir vários mecanismos de relacionamento entre as pessoas com base em motivações comuns, como canais no IRC, fóruns, grupos, chats, apenas com a introdução do Orkut no Brasil é que a dimensão de rede social foi melhor compreendida. Ele reunia todos os recursos existentes até então em apenas um ambiente, e permitia que usuários leigos em informática ou na própria internet pudessem criar suas próprias Comunidades. A única coisa que ele não possuía era um sistema de conversação instantânea, o que não o fez um rival sério para o Messenger da MSN.</p>
<p align="JUSTIFY">Um diferencial do Orkut na época é que ele assustou muita gente, afinal, os brasileiros puderam conquistar cada pedacinho de chão virtual que ele tinha. Chegamos a ser 95% da rede e pela primeira vez um recurso web mundial foi tomado por brasileiros. Sério, podemos dizer que o que alavancou o Orkut no Brasil é que nós não sabíamos usá-lo do jeito para o qual haviam criado, mas isso não impediu que usássemos do jeito que queríamos e podíamos. Desse modo nós demos muito trabalho não só para a equipe de desenvolvimento do Orkut que precisou traduzí-lo, melhorá-lo e sofrer com inúmeros processos da Polícia Federal quanto aos casos de invasão de privacidade, pedofilia, estelionato, rituais satânicos, prejuízos morais e outros crimes. Ficaram famosas as comunidades do &#8220;Eu Odeio&#8221;. Era &#8220;eu odeio isso&#8221;, &#8220;eu odeio aquele&#8221;. A mais famosa comunidade da época chamava-se &#8220;Eu odeio acordar cedo&#8221; com a memorável fotinha do Garfield.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>As comunidades</strong></p>
<p align="JUSTIFY">As comunidades no Orkut eram muito simples (isso mais ou menos em 2006). Elas eram criadas pelos próprios usuários, que ficavam como seus donos, que podiam autorizar outros usuários a participar delas. Elas respondiam por quase que totalmente pela identificação dos usuários na rede, pois ser de uma comunidade era ser de um tipo, ter uma personalidade. Era muito simples encontrar pessoas com interesses comuns, bastava olhar suas comunidades. Elas tinham um único recurso: os fóruns. Os fóruns serviam para o compartilhamento da identidade dos usuários. Como o perfil ou página inicial do usuário era muito pobre, inclusive com uma limitação de poucas fotos (se não me engano eram 8 ou 10) a oportunidade que as pessoas tinham de revelar seus interesses, vontades, gostos e prazeres estava nos fóruns. Isso podia ser bem notado na grande quantidade de fóruns criados como forma de apresentação das pessoas e de seus gostos. Ainda me lembro da famos brincadeira &#8220;Passa ou Beija&#8221; onde cada usuário dizia se o último a postar um comentário lhe interessava ou não. Eram inúmeras as brincadeiras, ficando memorável uma que simplesmente desafiava o usuário a postar 5 comentários seguidos, sem ser interrompido pelo comentário de um outro usuário. Tentei vencê-lo várias vezes seguidas às 2h da manhã, mas sempre vinha o comentário de um malandro dizendo que eu não ía conseguir. Outra  que demonstrava a engenhosidade das pessoas era uma que possuía um link para o usuário mais feio do Orkut. Ao clicar no link abria-se o perfil do próprio usuário que clicou. Como muita gente não sabia a lógica do link para o seu perfil, que era um só, a maioria das pessoas ficava com muita raiva achando ter sido o escolhido (hehe!).</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Os Scraps</strong></p>
<p align="JUSTIFY">O recurso realmente novo do Orkut chamava-se &#8220;Scraps&#8221;, que depois foi traduzido como &#8220;Mural de Recados&#8221;. A lógica, tão simples, usava o gênero recado ou bilhete para interligar as pessoas. Deixar um recado é como marcar presença na vida de uma pessoa, alimentar a relação mesmo quando não há muito o que dizer. No entanto esses recados era públicos, o que os faziam especialmente interessantes e essencialmente perigosos. Muitos relacionamentos começaram e acabaram, tanto na internet como na vida real por conta deste recurso &#8220;orkutiano&#8221;. Invadir a privacidade de alguém agora era permitido por esse mesmo alguém.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Muitas Redes</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Enquanto o Orkut imperava no Brasil, o mundo nunca havia se cativado por ele. Duas outras redes povoavam a internet com grande número de pessoas: MySpace e Facebook. Como não as usava não posso relatar suas transformações ao longo do tempo, mas é certo que até 2010, quando livro e o filme explodiram na mídia é que o Facebook começou a fazer estragos por aqui. O MySpace no entanto nunca decolou no Brasil, mas apontava para uma disputa por outros territórios como por exemplo, o das bandas de música. Com o tempo as redes sociais passaram a encampar batalhas em espaços diferentes como o LinkedIn, que se especializou em ser uma rede relacionamentos profissionais, ou o LastFm que foi a primeira grande rádio social, focando nos gostos musicais como forma de interligar as pessoas. Diversas propostas também nasceram e morreram neste percurso e tenho notícias delas apenas pelos inúmeros e-mails que recebi ao longo dos últimos 5 ou 6 anos para participar de algumas. Outras passaram a ser entendidas como redes sociais a partir de um tempo como é o caso do próprio Youtube, Flickr e o SlideShare, onde a rede gira em torno de um recurso específico, a saber a postagem de vídeos, fotos e slides respectivamente.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>O </strong><strong>P</strong><strong>assarinho </strong><strong>A</strong><strong>zul</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Antes do Facebook explodir no Brasil algo muito interessante reorientou a noção de rede social. Enquanto o Orkut seguia sua proposta megalomaníaca de incluir tudo o que as outras redes possuíam de melhor e de pior, ouviu-se cada vez mais de perto o piado do passarinho azul chamado Twitter. Para os brasileiros era muito estranho, limitado e com uma lógica inversa ao que eles e, claro eu também, conhecíamos. A inspiração “twitterana”, segundo eu penso, remonta em parte ao mural de recados do Orkut, só que com uma lógica de alimentação distorcida, pois enquanto no Orkut eu alimento o mural dos meus colegas no Twitter eu alimento o meu próprio mural. Uma outra parte da criação do Twitter eu credito aos famos Feeds ou sistemas de RSS, onde um usuário se associa a algum canal de transmissão de informações pela internet, normalmente um site, e recebe todas as novas atualizações. Por fim, o que nomeia este tipo de rede social é o termo Microblogging, o que muita gente desconhece. Aliás, nenhuma das referências do Twitter são muito claras, deixando não só as pessoas confusas no começo, como também os próprios meios de comunicação tradicionais que, na falta de uma categoria mais simples, chamam de Twitter mesmo.</p>
<p align="JUSTIFY">Apenas recentemente o Twitter foi traduzido para o português, o que demonstrou pouco interesse dos criadores da rede no Brasil, no entanto isso não nos impediu de o utilizarmos com bastante intensidade desde seu nascimento. O que poucos sabem é que também existe uma rede similar ao Twitter chamada Identi.ca, que por sinal é inteiramente feita sob software livre e está disponível para download e instalação em redes internas e externas.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>Agora sim, o Facebook</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Demorou um pouco, mas a maior rede social do mundo chegou ao Brasil com toda intensidade. Ela impôs uma lógica simples: a comunidade sou eu. O Orkut entreviu isso muito tardiamente e, apesar de também partir desta ideia, o Twitter permaneceu como um recurso restrito ao microtexto. No Facebook a página inicial é tudo que importa, sua função é receber o “alimento” dos outros e enviar “comida” para eles. O importante é onde eu fui, as fotos que tirei, os vídeos que fiz, o que eu pensei, compartilhei, comentei, curti, a quem me associei e por aí vai. Até a publicidade pode ser julgada com um “desinteressante”, “sexualmente explícito” ou “repetitivo”.</p>
<p align="JUSTIFY">Contendo tudo que as outras redes possuem, mas de uma forma muito melhor integrada a rede social de Mark Zuckerberg tem uma simplicidade visual, de navegação, de postagem e de comentários. Ele é veloz e dinâmico. Ela solicita muito poucos movimentos do usuário. Um curtir aqui, colar um link ali, tirar foto aculá e assim vai a vida do “facebookiano”. A quantidade invejável de aplicativos desenvolvidos pelo próprio Facebook e por terceiros também é uma de suas marcas. E esta característica também contribuiu bastante para que ele se espalhasse por toda a internet, através de aplicativos que fazem autenticação (login) em outros sites, postam comentários, publicam automaticamente no perfil do usuário, se integram facilmente ao Twitter e demais recursos como o Joomla, WordPress etc.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>O que tem + ?</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Depois de deslocarem o centro da comunidade para o próprio indivíduo as redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut passaram por alguns problemas de organização da vida digital. As pessoas sentem dificuldade em construir caminhos sólidos de comunicação e não conseguem gerenciar tão facilmente o que é pessoal ou profissional, o que é lazer ou trabalho. Estas e outras questões estão tentando ser superadas pela Google com a introdução de sua nova e própria rede social. Até então apoiada nas experiências do Orkut, a empresa nunca havia criado sua própria, integrando recursos afins de forma mais explícita em torno de um projeto (como o fez com o Google Apps). Desta vez ela aposta no poder da organização e na simplicidade para enfrentar o gigante Facebook e sua principal arma até agora são os chamados “Círculos”, por onde se pode qualificar a comunicação. Especula-se que ela buscou parte de sua inspiração em uma rede social chamada Diáspora (ver post <a href="http://meiobit.com/87577/diaspora-a-inspiracao-do-google/">http://meiobit.com/87577/diaspora-a-inspiracao-do-google/</a>), com recursos muito similares, mas que com todos os aplicativos da Google disponíveis, ela tem tudo para se tornar autêntica do ponto de vista da escolhas que fizer para compor seus recursos.</p>
<p align="JUSTIFY"><strong>O que permanece</strong></p>
<p align="JUSTIFY">Independente do formato ou recursos dos quais giram em torno, as redes sociais digitais hoje compõem uma camada importante da vida social. Elas não só são usadas para o lazer ou para interesses econômicos corporativos, mas também para criar e divulgar movimentos e manifestações populares, expressar o apoio ou repúdio à decisões políticas, promover a liberdade de expressão e, claro, para levar a todos as informações sobre o que acontece cotidianamente no planeta. Elas ainda tem muito que se transformar e cada vez mais permitir que as pessoas possam se identificar e usá-las como forma de integração.</p>
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