Tributação de produtos e serviços digitais – Mapa Mental #2


Eu sei que você sabe: ninguém curte pagar tributos, ainda mais quando eles afetam exatamente os nossos queridinhos do consumo: streaming, games e outras formas de entretenimento e facilidades do mundo digital. Até falar ou ler sobre eles é horrível. Mas não podemos perder essa oportunidade para compreender um pouco da trama complexa que engloba essa discussão. Por isso, estamos com mais um Mapa Mental para explorar esse assunto polêmico. Continue lendo →

Internet brasileria sob ataque do congresso


A internet brasileira não tem sossego mesmo. O ataque desta vez vem da postura defensiva de nossos congressistas, que já acumulam a reputação mais baixa da história brasileira. Com grande impopularidade deputados decidiram nessa quinta (5 de outubro) incluir na “reforma política” emenda que permitia qualquer pessoa pedir a exclusão de conteúdo que julgasse como ofensivo à imagem de partidos e candidatos durante as eleições. Quaisquer mensagens ou notícias veiculadas em quaisquer meios de comunicação digital estariam sujeitos a um bloqueio por tempo indeterminado.

“Existe uma guerrilha sendo criada nas redes sociais. Se começa uma guerrilha, e ela é anônima, quando o conteúdo for denunciado, o Facebook terá de identificar essa pessoa, e vai retirar o conteúdo do ar até a pessoa se identificar”, disse Áureo (Fonte: Estadão).

Não houve quem defendesse as novas regras, que foi considerada censura descarada. A repercussão foi tão negativa que o próprio autor da emenda voltou atrás e recomendou que Michel Temer a vetasse. Na manhã de sexta-feira (6), portanto, a emenda foi derrubada sob forte crítica de várias entidades, sendo as principais ligadas ao jornalismo.

Mesmo com a criação do Marco Civil da Internet Brasileira inúmeras ações demonstram desconhecimento de atores políticos e jurídicos sobre suas regras. Casos como esse e aquele do bloqueio do Whatsapp servem para nos lembrar que novas tecnologias vão continuar sofrendo os ataques das velhas formas pensamento e de dominação. Fique atento!

O dilema de Nolan em Dunkirk


Nenhuma arte está isenta do mundo que a limita. Queria não ter lido o texto abaixo antes de assistir Dunkirk:

A televisão existe desde os anos 50 e a Netflix é televisão. Quem se importa com a Netflix? Não faz diferença para ninguém, não é nada mais que uma moda, uma tempestade em copo d´água. Qual é a definição de um filme? O que é um filme? Algo que dura duas horas? É um gênero específico?”, questinou Nolan. “O que sempre definiu um filme foi o fato de ser exibido nos cinemas. Nem mais, nem menos. O fato de a Netflix fazer filmes para televisão que competem no Oscar ou no Festival de Cannes significa apenas que o cinema está sendo utilizando como ferramenta promocional. Agora, se eu fosse o diretor de um festival, não aceitaria os filmes da Netflix porque eles não são filmes“. (correiodopovo.com.br) Continue lendo →

Jide corrige violação de licenças livres no Remix OS


Recentemente a Jide Technology foi acusada de desreipeitar as licenças GPL e Apache com seu Remix OS e, em resposta, ela veio a público anunciar que estaria trabalhando na correção desse problema. A denúncia foi movida por usuários experientes que, ao ver o software de implantação do sistema nos pendrives encontrou uma semelhança incrível com o Unetbootin. Outra violação foi não fazer as devidas referências e a liberação dos códigos do projeto Android-x86, esse sob licença Apache e, claro, do kernel Linux, pois o Android é baseado no sistema do pinguim, que está sob GPL. Agora, a Jide veio a público novamente com explicações sobre o ocorrido e algumas desculpas inacreditáveis sobre o erro. Mas segundo algumas fontes a nova versão, do dia 23 de janeiro de 2016, já traz as devidas alterações. Vamos conferir! Continue lendo →

Remix OS: da expectativa à experiência


Nesta semana começou a ser compartilhado o sistema que pode ser o primeiro grande sucesso do Android em desktops: o Remix OS 2.0. A adaptação feita pela chinesa Jide Technology já é utilizada no Remix Mini, um computador de baixo custo (em torno de R$ 600,00 no Mercado Livre) lançado em 2015 e faz parte de uma evolução natural dos esforços do grupo de ex-engenheiros da Google, criadores do tablet Star Jide Remix. Como prometido na CES 2016 a empresa disponibilizou o sistema gratuitamente no dia 12 de janeiro, que agora pode ser instalado em um pendrive ou HD portátil e usado nos computadores via USB. Continue lendo →

O fim da era Atari e a indústria de games


No início dos anos 1990 ganhei o meu primeiro vídeo-game, um Supergame CCE compatível com o Atari. Nessa época os vídeo-games ainda eram o único divertimento eletrônico, o que não pode ser comparado a ganhar o primeiro computador, o primeiro celular ou o primeiro vídeo-game atualmente. Isso mudava completamente a sua vida, o modo como você se relacionava com os colegas e, claro, a maneira como você passava horas na frente da tv. A CCE, como muitas outras empresas, quase uma década depois da Atari levar para o buraco a indústria dos vídeo-games nos EUA, ainda vendia milhares de consoles em países como o Brasil, fazendo a alegria da meninada.

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Atari: Game Over

Mas eu não vim contar a minha história com os vídeo-games e sim recomendar o documentário Atari: Game Over, disponível na Netflix, que conta a incrível história do fim da companhia mais lucrativa da história dos vídeo-games e o caso (e lenda) emblemático do enterro de milhões de cartuchos do jogo E.T. The Extraterrestrial em 1983. O filme se concentra na saga de Joe Lewandowski, um antigo funcionário do aterro sanitário de Alamogordo, Novo México-EUA, onde poderiam ter sido enterradas toneladas de cartuchos e demais equipamentos da empresa. Apesar de seus estudos terem começado bem antes, a escavação foi liberada pelas autoridades locais apenas em 2012, com o patrocínio da Microsoft, que tinha a intenção de lançar o documentário para seus consoles Xbox (veja notícia da BBC). Paralelamente ao desenterro o documentário resgata a memória do ano fatídico para o criador do jogo E.T., Howard Scott Warshaw, para a Atari e para toda a indústria americana de vídeo-games. A participação de vários funcionários da empresa, de colecionadores e de fãs da lenda oferece uma boa visão de todo o processo que levam Joe, Warshaw e dezenas de curiosos ao aterro sanitário da pequena cidade.

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O “Caso”, a “Lenda” e a indústria dos vídeo-games

O caso refere-se à quebra da maior empresa de vídeo-games que já existiu. A lenda, no entanto, é apenas uma forma de retirar do modo de produção dos vídeo-games a culpa pela derrocada. Wharshaw tinha apenas 5 semanas para produzir o game e o fez, mas a Atari teve anos de lucros milionários às custas de jogos desenvolvidos por ele mesmo, como o sucesso Yar’s Revenge e Raiders of the Lost Ark. Algo dessa história deve ser usado para refletirmos sobre o atual estágio a que chegamos com a produção contemporânea de games. O sucesso dos jogos para celular, dos indie games como Minecraft e das novas formas de se divertir tocando instrumentos ou dançando, também são sinais de mudança importantes para o mercado que, atualmente, compete firmemente com as séries e o cinema. Para se ter uma ideia, em 1997, o game Final Fantasy VII já havia custado US$ 45 milhões em desenvolvimento e US$ 100 milhões de dólares em marketing, o que daria, em reais e atualmente, um custo total de  R$ 654 milhões. Destiny e GTA V lideram o ranking de games com custos de produção e de marketing mais elevados da história com, respectivamente, com R$ 1,5 bilhão e R$ 845 milhões. É certo que a sustentabilidade destes projetos é totalmente diferente mas é importante salientar que, como qualquer manifestação cultural, o nosso fascínio em torno dos vídeo-games se modificará, exigindo uma nova configuração desses investimentos. Algo sobre isso é muito bem explorado no documentário Indie Game: The Movie, também disponível na Netflix, que revela os bastidores da produção de jogos alternativos para consoles de ponta como XBox e Playstation. A sensibilidade, as transformações sócio-culturais e as mudanças na economia do século XXI são os elementos centrais de uma trama que envolve o gigantesco mercado da indústria cultural nos EUA e no mundo.

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Mais informações sobre o documentário:
GameHall

E vai rolar festa! Campus Party 2015


Mais um ano, mais uma edição. O verdadeiro carnaval geek/nerd começa a partir desta terça-feira, 03 de fevereiro, e vai até dia 8 (domingo)  no São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições). A Campus Party 2015 ou CPBR8, é a oitava edição do maior evento de cultura digital do mundo que, no Brasil, é realizada nas cidades de São Paulo, no início do ano, e em Recife, no meio do ano. Este ano serão 8 mil campuseiros acampados e entre os convidados especiais estão:

  • Miguel Nicolelis, famoso neurocientista brasileiro
  • Nathan Schulhof, criador do MP3 Player
  • Ime Archibong, diretor de parcerias estratégicas no Facebook
  • Gina Gotthilf, líder do Duolingo
  • Paul Zaloom, o Beekman do programa “O Mundo de Beekman”
  • Dado Schneider, criador da marca Claro
  • Adam Howard, supervisor senior de efeitos visuais para longas metragens (Star Wars Episódio III, Titanic, Piratas do Caribe etc.)
  • Matthew F Reyes, CEO da empresa Exploration Solutions e estrategista do centro de Pesquisa Chief Technologist da NASA
  • Bas Lansdorp, criador do Mars One, projeto que visa a exploração do planeta Marte.

Os ingressos para o evento fechado e para o acampamento já estão esgotados mas é possível participar da Open Campus que tem visitação aberta ao público. Várias atividades serão compartilhadas entre as duas áreas.

Diferenciais do evento

Linguagem. Não há como comparar a Campus Party com outros eventos de tecnologia ou cultura digital pois ela é literalmente uma festa. Ela reúne as melhores características dos outros eventos como palestras, feira de negócios, campeonatos de vídeo-game, exposição de inovações, desafios de empreendedorismo, mas utiliza uma lógica bem compreensível para a juventude: não pode ser chato. Essa é a tônica de um evento que começou com um costume muito antigo da era da informática: as Lan Party. Nela, cada um leva seu computador, se conecta e aproveita. Este ano serão 50 Gb/s de conexão fornecidos pela Telefônica Vivo, o grupo empresarial que a financia desde o começo.

Chamada para 2015

Pelo oitavo ano, estamos chegando a mais uma edição da Campus Party Brasil e repletos de novidades! Temática especial, novos palcos e muitas atrações que prometem fazer você entrar de cabeça nesse universo da inovação, ciência, criatividade, entretenimento digital e empreendedorismo. E quando falamos universo é quase o sentido literal da palavra, pois a #CPBR8 vai celebrar o 150º aniversário do livro Da Terra à Lua, de Julio Verne.

2015 também será o ano de mostrar que empreendorismo digital e a Campus Party tem tudo a ver. Com o programa Startup 360, teremos conteúdos distintos para todos os participantes que queiram começar um negócio ou com empresas em estágios mais avançados. E conteúdo bom é o que não vai faltar :). Serão 600 horas de atividades entre palestras, oficinas, workshops e atividades especiais para os campuseiros, além da área Open Campus, que trará diversas atrações gratuitas para o público.

Participe do maior evento de internet do mundo!

Endereço

Rodovia dos Imigrantes km 1,5 Água Funda – Rod. dos Imigrantes, São Paulo – SP, 04329-100

OCReMix e Rainwave: música para gamers


Para quem, como eu, é ou foi viciado amante dos games entre no final dos anos 1980 e durante todos os anos 1990, mas atualmente não tem mais tempo para jogar, vai uma dica de como voltar a ter a sensação daquele período (e de outros) sempre com você, através das trilhas sonoras deles.

OverClocked Remix

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O paraíso das músicas compostas para os games existe e ele se chama OverClocked Remix (ocremix.org), um lugar em que você pode ouvir ou baixar músicas de jogos em MP3 recriadas por artistas do mundo inteiro. É uma espécie de comunidade de produção musical voltada exclusivamente para a exaltação das trilhas de games que conta com a marca de 12.285 músicas regravadas. Além de serem encontradas por um sistema de buscas as músicas também podem fazer parte de alguns álbuns (88 no total) produzidos em homenagem a vários games específicos. Esse é o caso das franquias Xenosaga/Gears, Chrono Trigger/Cross, Final Fantasy, Sonic The Hedgehog e Super Mario entre muitos outros. Realizando esses projetos audaciosos a comunidade conseguiu ser responsável por todas as músicas do jogo Super Street Fighter 2 Turbo HD Remix, lançado para XBox 360 e Playstation 3 em 2008, numa parceria até então inédita com a gigante Capcom. No site, você tem a opção de baixar as músicas individualmente ou em grandes pacotes via Torrent. São 60 torrents organizadas por álbum, trilhas de jogos específicos ou por coletânea. São três as coletâneas principais, que reunem 2500 músicas em 11.4 GB. Clicque abaixo para baixá-las:

Músicas de 1 a 1000

Músicas de 1001 a 2000

Músicas de 2001 a 2500

Rainwave

Captura de tela de 2014-10-03 19:13:38

Agora uma das novidades (pelo menos para mim que cheguei agora) é a possibilidade de ouvir todas essas músicas de uma forma muito interessante através do site Rainwave (http://rainwave.cc). O site simplesmente é inteiramente dedicado a transmissão online de músicas de vídeo-game no formato de uma rádio absurdamente interativa em que os ouvintes podem pedir e votar nas músicas, o que produz um ranking que determina a ordem e o tempo de retorno das músicas à playlist. O sistema  do site possui um painel desenhado especialmente para que o ouvinte acompanhe as músicas que estão tocando, as que vão tocar, as que já tocaram, com a data da última execução, sua pontuação. Também é possível monitorar os próprios pedidos pelo o usuário e conhecer os votos e músicas atendidas dos demais usuários. Ainda não pude explorar todas as possibilidades, regras e recursos do site mas percebi que ele gera dados estatísticos a partir da interação dos ouvintes com suas ferramentas. Além do site é possível acessar todo o conteúdo através de seu Android com o aplicativo Rainwave.

O site organiza suas transmissões, principalmente, em 5 estações diferentes:

  • Todas: Todo o acervo da Rainwave.
  • Jogos: Trilhas originais de jogos, do SNES em diante.
  • Chiptune: Chuptunes originais e de jogos.
  • OC ReMix: Todas as músicas oficiais do OverClocked ReMix
  • Covers: Remixes oficiais e feitos por fãs.

Essas são duas grandes oportunidades para que cada vez mais pessoas possam desfrutar ou conhecer a importância e riqueza da musicalidade que acompanha os jogos de vídeo-game desde a década de 1980. Aproveite!