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Os desafios para encontrar os números da educação básica no Brasil

Responda rápido: quantos estudantes o Brasil possui na sua educação básica? Parece uma pergunta simples mas quando vamos em busca das fontes oficiais não é tão fácil assim. Mais uma pergunta: até onde você iria para descobrir? Professorvirtual.org foi atrás dos dados de matrícula da educação básica brasileira para demonstrar que ainda precisamos avançar muito na socialização desas informações. Continue reading →

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BitTorrent: a força do compartilhamento P2P

Recentemente os EUA indiciaram criminalmente Artem Vaulin, ucraniano de 30 anos, que é apontado como fundador do Kickass Torrent e principal mantenedor do 2º site mais conhecido do ramo de compartilhamento de arquivos. A tecnologia BitTorrent (em português “torrente de bits”) é dos mais populares recursos usados para a troca de conteúdos digitais na internet, e tem atraído ininterruptamente a atenção dos órgãos de policiamento da pirataria na rede. Mas se você ainda está com dúvida acerca de como esse outros casos polêmicos envolvendo o BitTorrent surgem nós vamos dar uma ajudinha. Continue reading →

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Nerdologia exclusivo de História

Para quem vem acompanhando a evolução do canal sabe que sempre rolou um pouco de cada ciência no Nerdologia. Mas agora o Átila Iamarino (biólogo, pesquisador, tararátarará…) ganhou um reforço que busca intensificar as análises dos fatos históricos. Estreou, nesse último mês de maio, uma série de episódios específicos de História comandados por Filipe Figueiredo, autor do site Xadrez Verbal e colunista dos sites Opera Mundi e Brasil Post. Essa novidade amplia a capacidade de produção do canal, que passa a lançar vídeos duas vezes por semana: às terças (Nerdologia História) e quintas (Nerdologia). Continue reading →

Open365: o LibreOffice das Nuvens

Há uma semana entrou em fase beta o serviço Open365, que possibilita a edição de textos online através de uma versão do Libreoffice portado para páginas de internet. Desenvolvido pela EyeOS o serviço conta com toda a suite de aplicativos muito conhecidos no universo do software livre: Writer, Calc e Impress; com interface totalmente integrada ao navegador web. Para usar o recurso basta criar uma conta no site https://cloud.open365.io e de quebra levar 20 gigas de espaço na nuvem para armazenar, compartilhar e abrir seus documentos em diversos formatos: odt, odp, ods, docx, xlsx, pptx etc. Continue reading →

Jide corrige violação de licenças livres no Remix OS

Recentemente a Jide Technology foi acusada de desreipeitar as licenças GPL e Apache com seu Remix OS e, em resposta, ela veio a público anunciar que estaria trabalhando na correção desse problema. A denúncia foi movida por usuários experientes que, ao ver o software de implantação do sistema nos pendrives encontrou uma semelhança incrível com o Unetbootin. Outra violação foi não fazer as devidas referências e a liberação dos códigos do projeto Android-x86, esse sob licença Apache e, claro, do kernel Linux, pois o Android é baseado no sistema do pinguim, que está sob GPL. Agora, a Jide veio a público novamente com explicações sobre o ocorrido e algumas desculpas inacreditáveis sobre o erro. Mas segundo algumas fontes a nova versão, do dia 23 de janeiro de 2016, já traz as devidas alterações. Vamos conferir! Continue reading →

O texto inicial da Base Nacional Comum Curricular

Este é um ano muito importante para a educação brasileira e mal ele começou também já recomeçaram os debates em torno da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Agora, em um outro nível, já observamos uma parte dos discursos adentrar a grande mídia, que até então se resumia a anunciar os prazos e, no máximo, apresentar elementos da estrutura de produção do documento. Para auxiliar no fortalecimento do debate, Professorvirtual.org reuniu alguns aspectos introdutórios revelados no texto inicial do documento. Continue reading →

Remix OS: da expectativa à experiência

Nesta semana começou a ser compartilhado o sistema que pode ser o primeiro grande sucesso do Android em desktops: o Remix OS 2.0. A adaptação feita pela chinesa Jide Technology já é utilizada no Remix Mini, um computador de baixo custo (em torno de R$ 600,00 no Mercado Livre) lançado em 2015 e faz parte de uma evolução natural dos esforços do grupo de ex-engenheiros da Google, criadores do tablet Star Jide Remix. Como prometido na CES 2016 a empresa disponibilizou o sistema gratuitamente no dia 12 de janeiro, que agora pode ser instalado em um pendrive ou HD portátil e usado nos computadores via USB. Continue reading →

Obtendo e organizando os microdados do Censo Escolar

Nenhum dos grandes desafios da educação brasileira poderá ser encarado de forma eficaz se não conhecermos bem a realidade das escolas, dos educadores e, claro, dos estudantes em cada um dos municípios e localidades do país. Muits iniciativas governamentais e não-governamentais tem como objetivo acompanhamenhar o cenário educacional e, para todas elas, conhecer e usar os dados produzidos pelo Censo Escolar é fundamental para adquirir as informações necessárias para auxiliar e mobilizar as redes, instituições e seus atores. No sentido de ampliar o conhecimento sobre os dados do Censo Escolar começaremos nossa série de diálogos sobre bases educacionais desvendando a estrutura de seus microdados disponíveis publicamente. Continue reading →

O fim da era Atari e a indústria de games

No início dos anos 1990 ganhei o meu primeiro vídeo-game, um Supergame CCE compatível com o Atari. Nessa época os vídeo-games ainda eram o único divertimento eletrônico, o que não pode ser comparado a ganhar o primeiro computador, o primeiro celular ou o primeiro vídeo-game atualmente. Isso mudava completamente a sua vida, o modo como você se relacionava com os colegas e, claro, a maneira como você passava horas na frente da tv. A CCE, como muitas outras empresas, quase uma década depois da Atari levar para o buraco a indústria dos vídeo-games nos EUA, ainda vendia milhares de consoles em países como o Brasil, fazendo a alegria da meninada.

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Atari: Game Over

Mas eu não vim contar a minha história com os vídeo-games e sim recomendar o documentário Atari: Game Over, disponível na Netflix, que conta a incrível história do fim da companhia mais lucrativa da história dos vídeo-games e o caso (e lenda) emblemático do enterro de milhões de cartuchos do jogo E.T. The Extraterrestrial em 1983. O filme se concentra na saga de Joe Lewandowski, um antigo funcionário do aterro sanitário de Alamogordo, Novo México-EUA, onde poderiam ter sido enterradas toneladas de cartuchos e demais equipamentos da empresa. Apesar de seus estudos terem começado bem antes, a escavação foi liberada pelas autoridades locais apenas em 2012, com o patrocínio da Microsoft, que tinha a intenção de lançar o documentário para seus consoles Xbox (veja notícia da BBC). Paralelamente ao desenterro o documentário resgata a memória do ano fatídico para o criador do jogo E.T., Howard Scott Warshaw, para a Atari e para toda a indústria americana de vídeo-games. A participação de vários funcionários da empresa, de colecionadores e de fãs da lenda oferece uma boa visão de todo o processo que levam Joe, Warshaw e dezenas de curiosos ao aterro sanitário da pequena cidade.

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O “Caso”, a “Lenda” e a indústria dos vídeo-games

O caso refere-se à quebra da maior empresa de vídeo-games que já existiu. A lenda, no entanto, é apenas uma forma de retirar do modo de produção dos vídeo-games a culpa pela derrocada. Wharshaw tinha apenas 5 semanas para produzir o game e o fez, mas a Atari teve anos de lucros milionários às custas de jogos desenvolvidos por ele mesmo, como o sucesso Yar’s Revenge e Raiders of the Lost Ark. Algo dessa história deve ser usado para refletirmos sobre o atual estágio a que chegamos com a produção contemporânea de games. O sucesso dos jogos para celular, dos indie games como Minecraft e das novas formas de se divertir tocando instrumentos ou dançando, também são sinais de mudança importantes para o mercado que, atualmente, compete firmemente com as séries e o cinema. Para se ter uma ideia, em 1997, o game Final Fantasy VII já havia custado US$ 45 milhões em desenvolvimento e US$ 100 milhões de dólares em marketing, o que daria, em reais e atualmente, um custo total de  R$ 654 milhões. Destiny e GTA V lideram o ranking de games com custos de produção e de marketing mais elevados da história com, respectivamente, com R$ 1,5 bilhão e R$ 845 milhões. É certo que a sustentabilidade destes projetos é totalmente diferente mas é importante salientar que, como qualquer manifestação cultural, o nosso fascínio em torno dos vídeo-games se modificará, exigindo uma nova configuração desses investimentos. Algo sobre isso é muito bem explorado no documentário Indie Game: The Movie, também disponível na Netflix, que revela os bastidores da produção de jogos alternativos para consoles de ponta como XBox e Playstation. A sensibilidade, as transformações sócio-culturais e as mudanças na economia do século XXI são os elementos centrais de uma trama que envolve o gigantesco mercado da indústria cultural nos EUA e no mundo.

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Mais informações sobre o documentário:
GameHall